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PONTO DE VISTA
Os maiores enganos na administração VI
por: Roberto Falcão*

Neste artigo vamos pontuar e comentar as principais causas que levaram empresas a fecharem suas portas, segundo a tabela apresentada do levantamento do SEBRAE. Entre parênteses apresentamos a porcentagem de empresários entrevistados que apontaram o motivo em questão como justificativa para a falência de sua empresa.

Maus pagadores (16%):

Este também é um motivo financeiro e que tem sua causa na falta de administração do negócio.
Ainda que ele realmente possa ser um problema para as empresas, assim como toda e qualquer outra variável, pode e deve ser monitorada e administrada.
Toda a empresa deveria possuir uma política de crédito, ou seja, opções de pagamento definidas para cada produto e/ou perfil de cliente. Seja a aceitação de cartões de crédito, parcelamentos, prazos para pagamento com cheque ou boleto bancário, não importa. O administrador deve conhecer as finanças de sua empresa para poder determinar quais alternativas de recebimento podem agradar aos clientes sem prejudicar a saúde de seu negócio.
Por mais que a proximidade entre clientes e o dono da empresa seja muito grande em negócios pequenos, é crucial que haja uma postura profissional e regras a serem seguidas. Regras, não amarras, de modo que eventuais exceções possam ser analisadas e concedidas.
A partir do momento que há regras definidas, situações constrangedoras e a falta de argumentos são minimizadas, pois cria-se um padrão que, mais cedo ou mais tarde, é incorporado tanto pelos clientes quanto pela própria empresa.
Além disso, existem diversas alternativas e ferramentas que podem auxiliar o empresário a definir e delimitar o acesso ao crédito, bem como de acompanhar os recebíveis (entrada de cartões, boletos a pagar, cheques pré-datas etc.) de sua empresa: consultas ao Serasa e SPC, não aceitação de cheques, formulação de bons contratos, controle das cédulas recebidas...
A má gestão da política de crédito, pode levar a empresa, mesmo apenas com uma pequena taxa de inadimplência dos clientes, a não ter caixa para manter seus compromissos financeiros. Há pouco tempo, uma grande varejista se deparou com este problema e fechou suas portas.
O cerne da questão não é a taxa de inadimplência ou o volume de crédito que será concedido, mas sim, a boa gestão dos recebíveis e do capital de giro, bem como a correta definição da política de crédito.
Conclui-se, assim, que independente do porte da empresa e de sua capacidade de investimento, é possível minimizar o impacto de maus clientes.
A correta administração destes aspectos não apenas tem o poder de blindar a empresa de maus pagadores, mas também de permitir um melhor planejamento financeiro e administração de seu capital de giro.
Dessa forma, este motivo não poderia ter impacto considerável em negócio algum.

Continuaremos nossos comentários nas próximas edições.

Acompanhe e nos envie suas dúvidas. Sempre vale a pena aprender com o erro dos outros! É mais barato e menos doloroso do que aprender com nossos próprios erros.

Até breve.

*Roberto Falcão é administrador de empresas com formação nas melhores escolas brasileiras e internacionais, dirige a Notabile Beleza e Saúde.
www.notabilebeleza.com.br
consultoria@notabilebeleza.com.br
Veja também as outras matérias de Roberto Falcão:
Os maiores enganos na administração XI
Os maiores enganos na administração X
Os maiores enganos na administração IX
Os maiores enganos na administração VIII
Os maiores enganos na administração VII
Os maiores enganos na administração VI
Os maiores enganos na administração V
Os maiores enganos na administração IV
Os maiores enganos na administração III
Roberto Falcão
Os maiores enganos na administração II
Os maiores enganos na administração

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