Neste artigo vamos pontuar e comentar as principais causas que levaram empresas a fecharem suas portas, segundo a tabela apresentada do levantamento do SEBRAE. Entre parênteses apresentamos a porcentagem de empresários entrevistados que apontaram o motivo em questão como justificativa para a falência de sua empresa.
Recessão econômica no país (14%):
Sem dúvida a conjuntura econômica do país (e hoje, a mundial) pode afetar o andamento dos negócios. Contudo, esta alegação deve levar o empresário a uma reflexão: até que ponto as variáveis externas e não controláveis estão afetando o mercado como um todo e qual o grau de culpa que o próprio administrador tem nisso. Em outras palavras, o administrador deve se questionar se realmente analisou constantemente o ambiente de sua empresa; se teria sido possível prever alguns acontecimentos e reagir às mudanças; caso tenha ocorrido alguma tentativa de reação, se teria sido possível reagir mais rapidamente ou de forma eficaz; se houve esforços para a construção de uma estrutura sólida o suficiente para proteger a empresa de variações sócio-econômicas (ou então se faltou administração, houve especulação e/ou ingenuidade).
É sempre mais confortável buscar culpados externos e bodes expiatórios. A consciência fica menos pesada quando não nos sentimos responsáveis. Mas isto não é postura de um administrador. Ele deve entender e reconhecer suas falhas e acertos para que possa sempre melhorar sua administração.
Toda a crise e recessão prejudicam o mercado e levam empresas à falência. Mas dificilmente um mercado inteiro desaparece. De modo geral, enquanto algumas empresas afundam, outras sobem. Enquanto algumas empresas vêem ameaças e problemas, outras percebem e aproveitam as oportunidades.
Podemos relembrar alguns momentos recentes de crise para o mercado inteiro ou setores específicos: o plano Collor, o apagão e o racionamento de energia elétrica de 2001 e 2002, a Lei Cidade Limpa de 2008 em São Paulo... São apenas alguns exemplos de momentos em que muitas empresas desapareceram. Vale, contudo, ressaltar que, nos mesmos períodos, muitas empresas reagiram, foram repensadas, se reestruturaram, se fortaleceram e continuam a existir.
Percebemos assim que, especialmente em momentos de crise, a lei de Darwin se mostra clara no mercado: apenas os mais preparados e que melhor e mais rápido se adaptam ao ambiente sobrevivem.
Continuaremos nossos comentários nas próximas edições.
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Até breve. |