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PONTO DE VISTA
Os maiores enganos na administração IX
por: Roberto Falcão*

Neste artigo vamos pontuar e comentar as principais causas que levaram empresas a fecharem suas portas, segundo a tabela apresentada do levantamento do SEBRAE. Entre parênteses apresentamos a porcentagem de empresários entrevistados que apontaram o motivo em questão como justificativa para a falência de sua empresa.

Problemas com a fiscalização (6%):

Quem já esteve em contato com a fiscalização em nosso país sabe que a corrupção é a conduta de muitos fiscais. Isso é reflexo do próprio mercado e da cultura de nosso país. O famoso “jeitinho brasileiro” leva muitos empresários a manter suas empresas de modo ilegal e, em situações de fiscalização preferem negociar alternativas financeiras a serem autuados e arcar com elevadas multas e eventuais procedimentos administrativos.
Contudo, se sua empresa está “redonda”, ou seja, está em ordem com todos os aspectos legais (licença de funcionamento, esfera trabalhista, esfera fiscal etc.) não é possível que a fiscalização possa ser tão nociva que não seja possível evitar o fechamento da empresa.
A questão é que a maior parte das empresas em nosso país abre suas portas sem possuir licença de funcionamento ou, no mínimo, com alguns aspectos em desrespeito a normas da ANVISA, NRs ou regulamentação específica de seu negócio. Além disso, a sonegação de tributos e a prática de alternativas para se fugir dos elevadíssimos encargos trabalhistas também são uma constante.
Não somos a favor de se jogar dinheiro fora, mas isso não quer dizer que se deva sonegar. A sonegação é uma prática criminosa e, assim como uma empresa sem licença de funcionamento, podem realmente se tornar problemas quando há fiscalização.
Caso contrário, a fiscalização não tem poder algum e, se por ventura houver má fé por parte de um fiscal, é possível utilizar a justiça a favor da empresa.
Assim, não construa em sua empresa um telhado de vidro. Não apenas a Receita Federal, o Ministério do Trabalho, os sindicatos e as esferas municipal e estadual estão se profissionalizando para detectar fraudes e sonegações, mas também existe o risco de denúncias de clientes e principalmente de concorrentes.
Também não jogue dinheiro no lixo!
Converse com especialistas em seu negócio e/ou mercado, contrate advogados, busque associações e instituições, fale com seu sindicato, mantenha um excelente contador (este é um aspecto muito crítico que citaremos em um de nossos artigos), troque experiências com outros empresários e participe de eventos. Busque conhecimento, economize de forma legal e construa uma base sólida e saudável para sua empresa. O que parece barato e simples hoje, pode se mostrar muito caro e trabalhoso no futuro. A decisão é sua.

Continuaremos nossos comentários nas próximas edições.

Acompanhe e nos envie suas dúvidas. Sempre vale a pena aprender com o erro dos outros! É mais barato e menos doloroso do que aprender com nossos próprios erros.

Até breve.

*Roberto Falcão é administrador de empresas com formação nas melhores escolas brasileiras e internacionais, dirige a Notabile Beleza e Saúde.
www.notabilebeleza.com.br
consultoria@notabilebeleza.com.br
Veja também as outras matérias de Roberto Falcão:
Os maiores enganos na administração XI
Os maiores enganos na administração X
Os maiores enganos na administração IX
Os maiores enganos na administração VIII
Os maiores enganos na administração VII
Os maiores enganos na administração VI
Os maiores enganos na administração V
Os maiores enganos na administração IV
Os maiores enganos na administração III
Roberto Falcão
Os maiores enganos na administração II
Os maiores enganos na administração

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